Número de eleitores com deficiência aptos a votar é o maior desde 2012, incluindo deficiência visual, auditiva e dificuldade de locomoção, independentemente do grau de escolaridade, exercendo o voto.
No Brasil, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), existem 1.451.846 eleitores com deficiência que estão aptos a exercer seu direito ao voto nas eleições municipais de 2024. Esse número representa uma parcela significativa do eleitorado brasileiro e destaca a importância de garantir o acesso e a inclusão desses cidadãos no processo eleitoral.
A deficiência não é sinônimo de incapacidade, e é fundamental que os órgãos responsáveis pelo processo eleitoral tomem medidas para superar as limitações e impedimentos que possam afetar o exercício do direito ao voto desses eleitores. Com a implementação de ações inclusivas e acessíveis, é possível garantir que todos os cidadãos, independentemente de suas condições, possam participar ativamente do processo democrático. A igualdade de oportunidades é um direito fundamental.
Deficiência: um desafio para o exercício do voto
O número de eleitores com deficiência no Brasil atingiu um novo recorde, com 1,4 milhão de pessoas registradas, o que representa um aumento de 25% em relação a 2020. Esse valor é o maior da série histórica dos dados, disponível desde 2012. Dentre esses eleitores, 471.856 afirmaram ter dificuldade de locomoção, enquanto 224.805 possuem deficiência visual e 132.497 são portadores de deficiência auditiva.
Além disso, 60.786 eleitores disseram ter dificuldades para o exercício do voto, e 717.511 informaram ter outro tipo de deficiência, sem especificação. É importante notar que a categorização do TSE permite que um eleitor informe possuir deficiências de dois ou mais tipos, o que pode resultar em uma pessoa sendo portadora de deficiência auditiva e ter dificuldade de locomoção ao mesmo tempo.
Deficiência e incapacidade: um desafio para o voto
São Paulo é a unidade da federação com o maior número absoluto de eleitores com deficiência, com 445.464, seguida por Minas Gerais, com 123.433, e Rio de Janeiro, com 99.500. Em termos relativos, o Rio Grande do Norte tem o maior índice, com 35.405 eleitores possuindo alguma deficiência, o que representa 1,3% do total do Estado.
Quanto aos municípios, a cidade de Três Barras do Paraná é o local de votação em que o eleitorado com deficiência é o mais representativo em todo o País, com 1.834 eleitores possuindo algum tipo de deficiência, o que equivale a mais de um quinto do total.
Deficiência e limitação: um desafio para a participação política
A faixa etária mais representativa do eleitor com deficiência é a de 45 a 59 anos, com 291.353 eleitores deficientes neste intervalo de idades. Além disso, são 174.248 os deficientes aptos a votar com idades entre 16 a 24 anos, e 664.575 os eleitores com deficiência que possuem 60 anos ou mais.
Quanto ao grau de escolaridade, predominam entre os eleitores com deficiência aqueles que só estudaram até o ensino fundamental, com 479.446 eleitores deficientes que estudaram até este grau. Esse índice contempla a soma entre os que completaram o fundamental e os que constam com a formação incompleta.
Deficiência e impedimento: um desafio para a inclusão
A deficiência pode ser um impedimento para o exercício do voto, mas é importante lembrar que a restrição não é apenas física, mas também pode ser emocional e psicológica. É fundamental que os órgãos responsáveis pela organização das eleições tomem medidas para garantir a acessibilidade e a inclusão de todos os eleitores, independentemente de sua deficiência.
Além disso, é importante que a sociedade como um todo se esforce para criar um ambiente mais inclusivo e acessível para pessoas com deficiência, para que elas possam exercer seu direito ao voto de forma plena e igualitária.
Fonte: @ Estadão
Comentários sobre este artigo