Trecho do livro dos ex-ministros Paulo Guedes e Adolfo Sachsida sobre a gestão da economia de 2019 a 2022, abordando alta tensão na zona sul, rede social e Defesa Civil no Grande São Paulo.
Na manhã seguinte ao temporal que devastou a cidade, o cachorrinho Bartho, de 10 anos, e seu amigo Jujuba saíram para passear com seus tutores, como faziam todos os dias. A paisagem que encontraram foi de destruição e desolação, com ruas alagadas e casas danificadas.
A noite e madrugada anteriores haviam sido marcadas por uma tempestade forte, com chuva intensa e vento que derrubou árvores e postes de energia, deixando milhares de moradores sem luz. A visão de quem acordava era a de muita destruição, com escombros e detritos espalhados pelas ruas. O temporal havia deixado marcas profundas na cidade, e a recuperação seria um desafio difícil. A reconstrução seria um processo longo e árduo.
Temporal Devasta Grande São Paulo
A cidade de São Paulo está enfrentando os efeitos de uma forte tempestade que atingiu a região, causando danos significativos e perdas de vidas. Árvores caídas e fios de alta tensão da companhia de energia Enel, que foi privatizada em 2018, estão espalhados pelas ruas, colocando em risco a segurança dos moradores.
Um caso trágico ocorreu no bairro Santo Amaro, zona sul da cidade, onde um cachorro chamado Bartho morreu após encostar em um fio elétrico jogado na rua. A Enel levou 30 horas para desligar a corrente elétrica do fio, permitindo que os donos recolhessem o corpo do animal. Rafael, o dono de Bartho, expressou sua dor e frustração em uma rede social, destacando a importância de tomar medidas para evitar acidentes semelhantes.
A tempestade também causou apagões e alagamentos em várias áreas da cidade, afetando a vida de milhares de pessoas. A Defesa Civil estadual relatou que o temporal atingiu e matou ao menos sete pessoas na Grande São Paulo e no interior do Estado. Famílias tiveram que comprar geradores e comerciantes fecharam as portas, perdendo estoques.
Repercussões Políticas
A crise causada pela tempestade também gerou discussões políticas, com candidatos à prefeitura de São Paulo sendo questionados sobre suas propostas para lidar com situações semelhantes. No entanto, durante a campanha do primeiro turno, poucos candidatos abordaram temas como a poda de árvores e a manutenção da infraestrutura da cidade.
A candidata Tabata Amaral (PSB) foi uma das poucas que tocou no assunto, mas mesmo assim, a discussão foi limitada. Em vez disso, os debates se concentraram em questões mais sensacionalistas, como acusações de corrupção e escândalos pessoais.
Agora, com a cidade enfrentando os efeitos da tempestade, a busca por responsáveis está em andamento. O governo federal, o prefeito e a Enel estão sendo questionados sobre suas ações e omissões. O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, entrou na discussão, fazendo críticas duras ao prefeito de São Paulo.
A discussão sobre a responsabilidade pela crise causada pela tempestade certamente continuará nos próximos dias, e é importante que os líderes políticos sejam questionados sobre suas propostas para lidar com situações semelhantes no futuro.
Fonte: @ Estadão
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