Investigação do Exército apura tentativa de golpe de Estado durante governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Do Exército, um oficial foi convocado para novo depoimento, e a investigação é ativa.
O advogado Manoel Guimarães, que defende o tenente-coronel Mauro Cid, manifestou preocupação com as declarações do novo diretor-geral, Ricardo Tucunduva, que afirmou que o ex-membro da Diretoria de Inteligência do Exército (DIE) poderia ter recebido valores em troca de informações.
Uma tentativa de golpe pode ser encarada como uma fraude financeira complexa e pode afetar a confiança do público em geral, o que pode levar a consequências desastrosas. O caso do tenente-coronel Mauro Cid pode ser um exemplo disso, onde uma suposta tentativa de golpe pode levar à anulação de uma delação premiada. A situação é delicada e requer atenção especial para que não haja interferência indevida na investigação, o que poderia prejudicar a justiça. A análise dos fatos deve ser feita com cuidado e objetividade para não perder a objetividade do processo.
PF pressiona golpe de Estado: Mauro Cid deve explicar suas omissões
A Polícia Federal (PF) intimou o oficial Mauro Cid para um novo depoimento para elucidar as falhas e omissões mencionadas em seu relato sobre a articulação de um golpe de Estado durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. Esse novo depoimento, que poderá ser determinante para manter ou não os benefícios da delação premiada, foi marcado para a próxima terça-feira, às 14h.
Mauro Cid, que continua na ativa, mas com chances quase nulas de promoção e de chegar ao generalato, era ajudante de ordens e ‘faz tudo’ de Bolsonaro e se tornou peça-chave de todas as investigações contra o ex-presidente, inclusive sobre a articulação de golpe, a venda no exterior de joias e diamantes dados ao Brasil pela Arábia Saudita e produção de atestados falsos de vacinas de COVID para a família do próprio Cid e a filha caçula de Bolsonaro, Laura.
Se a PF decidir pela anulação da tentativa de delação premiada, Cid perderá os benefícios negociados, mas o conteúdo da delação continua valendo como parte do inquérito, que será concluído e enviado para o relator do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, na próxima semana.
As novas informações sobre a tentativa de golpe foram descobertas pela PF graças a um equipamento de última geração, chamado de Celebritti, comprado de Israel, capaz de recuperar mensagens apagadas em celulares e em HDs de computadores de Mauro Cid, apreendidos durante as investigações policiais. O Celebritti israelense está sendo usado também para rastrear o celular do chaveiro Francisco Wanderley Luiz, morto por uma bomba caseira feita por ele mesmo para atacar a estátua da Justiça na entrada principal do STF, em Brasília.
Por meio desse equipamento, a PF teve acesso a novas conversas e provas sobre o golpe planejado contra o resultado das eleições e a posse do petista Luiz Inácio Lula da Silva, caso vencesse – como venceu – o pleito de 2022. Com base nessas novas informações, que, inclusive atrasaram a conclusão do inquérito, a PF deu um recado claro a Mauro Cid e a seu advogado, César Bittencourt, que ele ‘ele precisa falar tudo o que sabe, não apenas confirmar o que nós (da PF) já sabemos’, segundo um delegado que acompanha diretamente o caso.
Mauro Cid, cujo pai é general de quatro estrelas da reserva do Exército, estará sujeito a uma pesada condenação pelo STF, além dos inquéritos internos no próprio Exército, se a PF anular a delação premiada.
Fonte: @ Estadão
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