Benjamin Netanyahu amplia conflito no Oriente Médio, com forças invasoras de Israel, grupos antissírios e tropas, desafiando o direito internacional e a força de paz.
O direito internacional público, conhecido por direito das gentes, é frequentemente negligenciado em meio às guerras e violências. No Líbano, por exemplo, o Hezbollah, uma organização xiita, tem sido um ator importante na política regional. Em 2004 e 2006, duas resoluções das Nações Unidas foram aprovadas, abordando a situação no Líbano. A resolução de 2004 exigiu a retirada das forças invasoras da Síria, um passo importante para a estabilidade na região.
A retirada das forças sírias foi um marco importante, mas a situação no Líbano permaneceu tensa. O Hezbollah, também conhecido como Partido de Deus, continuou a exercer influência significativa na política libanesa. Além disso, a organização xiita tem sido acusada de ter laços com o Hamas, outro grupo militante da região. A situação no Líbano é um exemplo claro de como o direito internacional público pode ser desafiado por atores não estatais. A comunidade internacional precisa trabalhar juntos para garantir que o direito internacional seja respeitado e aplicado de forma eficaz.
Hezbollah: Uma Força Poderosa no Oriente Médio
O Hezbollah, também conhecido como Partido de Deus, é uma organização xiita fundada em 1985. Desde então, tem desempenhado um papel importante no cenário político e militar do Oriente Médio. Em 1995, os sírios estavam no Líbano, mas o Parlamento libanês recusou-se a cumprir a Resolução das Nações Unidas. O então primeiro-ministro, Rafiq al-Hariri, renunciou e se colocou à frente dos grupos antissírios em protesto à decisão do Parlamento.
Em 14 de fevereiro de 2005, Hariri foi assassinado em um atentado no centro de Beirute, ao lado do hotel St. George. A explosão provocou outras 22 mortes e foi detonada com 1.000kg de TNT. Diante do atentado, a Síria retirou as suas tropas e cessou a invasão, não em obediência ao direito internacional, mas sim devido à pressão internacional.
Conflito com Israel
Em 12 de julho de 2006, as tropas de Israel invadiram o sul do Líbano após o sequestro de dois soldados israelenses e os bombardeios do Hezbollah. O alvo dos bombardeios era a região israelense da Galileia. A Resolução 1.701 das Nações Unidas determinou a retirada de Israel e a criação de uma força de paz, a Unifil, para controlar a fronteira. No entanto, a resolução também determinou o desarmamento do Hezbollah, o que foi visto como uma afronta ao direito internacional.
Até 23 de setembro de 2023, a organização xiita contava com cerca de 160 mil mísseis armazenados. Israel informou que já havia destruído metade deles. O conflito entre Israel e o Hezbollah continua, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decidindo alargar o conflito no Oriente Médio.
Apoio ao Hamas
O Hezbollah também apoia o Hamas, uma organização sunita que está praticamente liquidada. O Hamas está em guerra com Israel e contava com cerca de 40 mil combatentes, mas agora está reduzido a apenas um batalhão. O xeque supremo do Hezbollah, Hassan Nasrallah, declarou apoio incondicional ao Hamas e prometeu que o Hezbollah iria bombardear Israel todos os dias. A promessa foi cumprida, e os ataques aumentaram, forçando cerca de 80 mil israelenses a deixar suas casas na região norte da Galileia.
A pressão sobre Netanyahu aumentou, não apenas devido à falta de progresso na libertação dos reféns, mas também devido à necessidade de garantir a segurança dos cidadãos israelenses. O conflito no Oriente Médio continua, com o Hezbollah desempenhando um papel importante na região.
Fonte: @ Estadão
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