Operação Arachne investiga homem que enviou pacote com aranhas sem alimentos para agência em Campinas, SP, em outubro de 2023.
A Polícia Federal e o Ibama realizaram uma operação na manhã desta sexta-feira, 6, em Campinas, onde investigaram a residência de um indivíduo que estaria utilizando o local como um criadouro clandestino de aranhas para exportação ilegal. O foco da ação foi a apreensão de aranhas que seriam enviadas para fora do país.
Durante a investigação, as autoridades descobriram que o homem estava envolvido na criação de diversas espécies, incluindo tarântulas e caranguejeiras, que fazem parte da rica fauna silvestre brasileira. Essa prática não apenas representa um crime ambiental, mas também coloca em risco a biodiversidade local. As aranhas são essenciais para o equilíbrio ecológico e sua exploração desenfreada pode ter consequências graves.
Investigação sobre o envio de aranhas
O indivíduo em questão fez uma tentativa de enviar um total de 73 aranhas para a Alemanha através dos Correios. Essa diligência é parte da Operação Arachne, que investiga um suposto crime relacionado à venda e exportação de animais da fauna silvestre sem a licença apropriada. O endereço que foi vasculhado está localizado no bairro Residencial Novo Mundo, na cidade do interior paulista. As investigações sobre essa situação começaram após os Correios descobrirem, em outubro do ano passado, um pacote contendo as aranhas, que tinha como destino a Alemanha. Dentro da caixa, encontraram 73 aranhas pertencentes a uma família que inclui tarântulas e caranguejeiras. Dentre o total, 43 eram tarântulas.
Condições das aranhas apreendidas
De acordo com informações da Polícia Federal (PF), os animais estavam acondicionados em uma caixa de papelão, organizados em pequenos frascos plásticos, e sem qualquer tipo de alimento. Naquele momento, as aranhas foram apreendidas e enviadas ao Ibama para os devidos cuidados e avaliação. A PF, em continuidade às investigações, realizou buscas na casa do homem que tentou enviar as 73 aranhas para a Alemanha utilizando os Correios. Essa operação visa não apenas a apreensão dos animais, mas também a identificação de possíveis redes de comércio ilegal envolvendo aranhas e outros animais da fauna silvestre.
Fonte: @ Estadão
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