Presidente participou de inauguração do antigo Comperj, símbolo da Lava Jato. Petista criticou operação, dizendo que objetivo era desmoralizar estatal para vendê-la, após decisão de bloqueio de contas de grupo econômico e representante legal.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu o X (antigo Twitter) continua em vigor. A medida foi tomada em decorrência do descumprimento de decisões judiciais por parte da rede social, que resultou em multas significativas.
Em uma determinação firme, o ministro ordenou a transferência de R$ 18,35 milhões, bloqueados do X e da empresa de internet via satélite Starlink, para os cofres da União. Essa medida visa garantir o cumprimento das ordens judiciais e evitar novos descumprimentos por parte da rede social. A decisão reafirma a importância da ordem e da medida adequadas para garantir o respeito às leis e regulamentações.
Decisão Judicial: Desbloqueio de Contas e Bens de Empresas de Elon Musk
Após o pagamento das sanções, o ministro Alexandre de Moraes ordenou o desbloqueio das contas e bens das empresas do bilionário Elon Musk. A decisão foi assinada na quarta-feira, 11, e no dia seguinte, o Citibank e o Itaú informaram ao Supremo que efetivaram as transferências para as contas da União. A ordem de desbloqueio imediato dos ativos, veículos e imóveis das empresas foi encaminhada ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e aos sistemas de bloqueios do Judiciário.
A decisão de bloqueio às contas da Starlink foi determinada por Moraes sob o argumento de que a empresa pertencia a um ‘grupo econômico de fato’ sob comando de Musk. A medida visava garantir o pagamento de multas impostas ao X em razão da desobediência de decisões judiciais. A decisão que suspendeu o X segue em vigor, pois a empresa não nomeou um representante legal no País.
Desenvolvimentos Posteriores: Cumprimento da Decisão e Ações no STF
A Primeira Turma do STF chancelou a medida com uma série de recados ao bilionário Elon Musk. Inicialmente, a Starlink havia anunciado que não cumpriria a decisão de Moraes, mas após a efetivação da ordem de bloqueio, a companhia voltou atrás e cumpriu a decisão. Na semana passada, a Agência Nacional de Telecomunicações informou ao Supremo que a empresa disponibilizou 224.458 pontos de acesso via computador ao X. Os usuários da banda larga fixa disponibilizada pela empresa do bilionário Elon Musk conseguiam acessar a rede social mesmo após a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Ações relacionadas ao X também tramitam no gabinete do Kassio Nunes Marques, que já sinalizou que o tema deve ser discutido no Plenário do STF. Ele é relator de duas ações sobre o tema: uma da OAB, que contesta a multa imposta a quem tentar acessar a plataforma; e outro movida pelo partido Novo tenta restabelecer o funcionamento do X no Brasil sob o argumento de que a suspensão da rede social representa uma ‘censura prévia’ a todos os brasileiros. Kassio Nunes Marques já sinalizou que o tema deve ser discutido no Plenário do STF.
Análise e Pareceres
Antes de decidir sobre o caso, o ministro pediu pareceres da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União sobre o tema. O procurador-geral da República Paulo Gonet defende a rejeição das ações. Segundo ele, os processos devem ser encerrados sem análise de mérito por questões processuais. A decisão final sobre o caso ainda está pendente, mas a medida de bloqueio às contas da Starlink foi suspensa após o pagamento das sanções.
Fonte: @ Estadão
Comentários sobre este artigo