Construção de espaços abertos em edifícios antigos em SP pode ser estratégia para competir com novas construções. Falta de legislação específica dificulta conclusão de projetos e atrasa tratativas na mesa da diretora e senadores.
O atual presidente da Câmara, Arthur Lira, está em busca de reeleição, enquanto o senador Rodrigo Pacheco busca se manter no cargo de presidência do Senado. Neste cenário, é fundamental entender como a eleição da Câmara pode influenciar a eleição da presidência do Senado, onde o senador Rodrigo Pacheco enfrenta desafios significativos.
Com menos de 80 dias para as eleições, o cenário é de grande movimentação. O atual presidente da Câmara, Arthur Lira, busca reeleição, enquanto o senador Rodrigo Pacheco luta para manter a presidência do Senado. Além disso, a eleição da Câmara também pode influenciar a eleição da vice-presidência do Senado, onde candidatos como o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) estão em busca de suporte político. Neste contexto, é crucial entender como a eleição da Câmara pode afetar a eleição da presidência e da vice-presidência do Senado.
Panorama Político: Lideranças da Câmara e Senado Negociam Espaços em Comissões e Cúpulas
Com o cenário político consolidado, as lideranças parlamentares estão se concentrando em negociar espaços em comissões e nas mais altas esferas da Câmara e Senado. Nesta semana, o PSD tirou as candidaturas da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e do deputado Antonio Brito (PSD-BA) da disputa pela presidência da Câmara, abrindo o caminho para Hugo Motta (Republicanos-PB) se tornar o futuro presidente da Câmara e permitindo que Davi Alcolumbre (União-AP) retorne ao comando do Senado. Esses movimentos colocaram um ponto final no clima de campanha em Brasília, com Hugo Motta se tornando o único candidato na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e Davi Alcolumbre mantendo seu lugar majoritário no Senado.
Enquanto Motta conquistou o apoio de bancadas que somam 488 deputados, quando são necessários apenas 247 votos, Alcolumbre conta com mais de 60 senadores, cerca de 20 a mais do que precisa. Esse cenário enterra os planos de parlamentares como Elmar Nascimento (União-BA), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Soraya Thronicke (União-MS) e Otto Alencar (PSD-BA), além de Brito e Eliziane, cujas candidaturas poderiam ser consideradas ‘natimortas’ se fossem levadas a cabo.
No Senado, as cadeiras de maior peso na Mesa Diretora devem seguir o critério de proporcionalidade do tamanho das bancadas. O PSD (15 senadores), PL (14) e PT (nove) estão negociando para ter o espaço mais privilegiado, com o União (sete) tendo a presidência. O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro está se encaminhando para ter a primeira-vice-presidência, com Eduardo Gomes (TO) cotado para a vaga.
Na ausência do presidente do Senado, o primeiro vice é quem assume seu posto e pauta os projetos na Casa – cenário que tem sido especulado por bolsonaristas como uma oportunidade para colocar em votação proposições ou de seu interesse ou que possam confrontar o governo Lula. O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter a segunda vice-presidência, com o nome de Humberto Costa (PE) encaminhado, e duas de três comissões: Meio Ambiente, Relações Exteriores ou Educação, para a qual Teresa Leitão (PE) é cotada.
Vacância de Comissões e Espaços na Mesa Diretora
O maior bancada do Senado, sob Pacheco, e hoje com a presidência, deve emplacar Otto Alencar (BA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal via de todos os projetos debatidos na Casa, além de ficar com a primeira secretaria, para a qual o nome de Daniella Ribeiro (PB) é ventilado. Embora ainda não tenha oficializado seu apoio, o MDB (dez senadores) é cotado para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e o Podemos (seis) pode ficar com a Comissão de Desenvolvimento Regional. Outros partidos como Progressistas (sete cadeiras), PSB (quatro), Republicanos (quatro) e PDT (três) devem completar as demais secretarias da Mesa, de menor relevância.
Fonte: @ Estadão
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