Benefício obrigatório concedido aos trabalhadores formais no Brasil, baseado no desempenho eleitoral dos partidos de esquerda nas eleições municipais do País.
As eleições de 2024 revelaram a eleição de novos prefeitos e vereadores para os municípios brasileiros nos próximos quatro anos; além disso, os resultados indicam um cenário favorável para os partidos do Centrão, como o PSD, que conquistou o maior número de prefeituras do País, fortalecendo sua base eleitoral. Isso é um sinal de que a eleição de 2024 foi marcada pela eleição de figuras proeminentes, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-coach Pablo Marçal (PRTB).
Por outro lado, a disputa municipal teve um impacto significativo nas siglas como o PSDB e partidos de esquerda, que não conseguiram obter o desempenho eleitoral esperado. A eleição de 2024 também reflete a eleitoralidade das forças políticas no País, indicando que a eleição de 2026 pode ser marcada por uma disputa intensa entre os principais partidos. O pleito de 2024 foi marcado por uma disputa eleitoral intensa, com partidos e candidatos lutando para conquistar o apoio do eleitorado.
Eleição 2024: Um Pleito sem Polarização
A eleição de 2024 foi marcada por uma polarização representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que perdeu força neste pleito, demonstrando uma mudança significativa na disputa eleitoral. Ao lado de Ricardo Nunes (MDB), Tarcísio mostrou-se um dos grandes vencedores, apesar da hesitação de Bolsonaro em respaldar o emedebista, especialmente após a ascensão de Marçal nas pesquisas, como explica Vinicius Alves, diretor do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) Analítica e professor de ciência política do IDP.
Marçal, por sua vez, é outro nome que sai fortalecido, mesmo sem chegar ao segundo turno, o ex-coach mostrou-se competitivo e desponta como uma nova liderança à direita, tornando-se o acontecimento mais surpreendente desse pleito. O nível de competitividade de Marçal não poderia ser antecipado durante a pré-campanha e pode ter efeitos no quadro político nacional. Ele fez isso tudo sem apoio de outros partidos e fundo eleitoral, destacando sua habilidade em se destacar na eleição.
Partidos do Centrão, como o PSD, MDB, União Brasil e PP, ganharam destaque ao conquistar 3.500 municípios para a gestão que se iniciará em 2025, equivalendo a 62% das cidades brasileiras. Alves ressalta que esta eleição será lembrada pelo fortalecimento e resiliência desses partidos, que lançaram candidaturas competitivas em diversos municípios, principalmente nas capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores, que concentram uma fatia expressiva do eleitorado. O PSD, vitorioso em 887 municípios, fortaleceu ainda mais a sigla e a consolida para futuras articulações, com potencial para ocupar uma posição semelhante à historicamente desempenhada pelo MDB.
O comandante da sigla, Gilberto Kassab, surge também como um dos grandes vencedores destas eleições. No campo da esquerda, o cientista político Antonio Lavareda destaca nomes como Eduardo Paes (PSD), reeleito no primeiro turno e consolidado como um forte candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2026, além de João Campos (PSB), igualmente reeleito em Recife, também sem a necessidade de segundo turno.
A reticência de Bolsonaro em declarar apoio a Nunes em São Paulo fez com que o ex-presidente perdesse parte de sua liderança no campo da direita, apesar do bom desempenho do PL nas eleições municipais. Da mesma forma, o apoio de Lula não se traduziu em vitórias expressivas em várias cidades-chave, como São Paulo, onde a chapa Guilherme Boulos (PSOL) e Marta Suplicy (PT) não saiu vitoriosa.
Fonte: @ Estadão
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