O Prêmio Oceanos 2024 divulgou finalistas de obras do Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, com foco em literatura como livro, biografia, romance, narrativa e poesia.
Em meio ao cenário cultural brasileiro, o prêmio “Leitor do Ano” foi concebido para valorizar o hábito leitor, tanto em indivíduos quanto em instituições. Este prêmio, que destaca a importância da leitura, é mais que apenas uma premiação. Ele é um reconhecimento do esforço e da dedicação dos profissionais que se destacam na disseminação do amor pela leitura.
Entre as diversas categorias de premiação, o prêmio “Leitor do Ano” se destaca por homenagear não apenas o leitor, mas também os profissionais que contribuem para a premiação da leitura. Trata-se de um reconhecimento a serem concedidos a quem se faz merecedor do título de “Leitor do Ano”. Ao longo dos anos, diversos profissionais se destacaram nesse campo, recebendo o prêmio por sua dedicação e compromisso com a leitura.
Prêmio Oceanos 2024: os livros que disputam o títuloeste ano
O Prêmio Oceanos divulgou os finalistas de 2024 em uma cerimônia emocionante, com obras de autoras e autores brasileiros, portugueses, moçambicanos e cabo-verdianos. Esta edição traz uma rica seleção de livros que desafiam a narrativa e a poesia contemporâneas. Veja a relação completa dos finalistas:
Conheça os vencedores do Prêmio Oceanos 2024
Os dois vencedores, nas categorias de prosa e poesia, serão anunciados no dia 5 de dezembro, em cerimônia no auditório do Itaú Cultural.
O romance que aborda a intolerância e a doutrinação religiosa
Caminhando com os Mortos, de Micheliny Verunschk, aborda as consequências perversas da intolerância e da doutrinação religiosa. Esta obra, publicada pela Companhia das Letras, já venceu o Jabuti por O Som do Rugido da Onça.
Uma mistura de realidade e fantasia
Certas Raízes, de Hélia Correia, é uma obra portuguesa que mescla realidade e fantasia em sete contos que tematizam a animalidade e busca da beleza, as fraquezas humanas e desumanização, a inquietação e perplexidade. Publicada pela Relógio D’Água, é uma obra que explora temas universais.
Um romance autobiográfico sobre amizade, amor e luto
Meu Irmão, Eu Mesmo, de João Silvério Trevisan, é um romance autobiográfico que constrói uma narrativa emocionante sobre amizade, amor e luto. Publicado pela Alfaguara, é uma obra que explora a complexidade da vida humana.
A vida do governador-geral de Cabo Verde no período colonial
Infortúnios de Um Governador nos Trópicos, de Germano Almeida, é uma obra que funde pesquisa histórica e invenção para retratar a vida do governador-geral de Cabo Verde no período colonial, ao lado de sua jovem esposa. Publicada pela Editorial Caminho, é uma obra que desafia a narrativa histórica.
Um relacionamento homoafetivo em Serra Pelada
Outono de Carne Estranha, de Airton Souza, narra um relacionamento homoafetivo entre dois garimpeiros em Serra Pelada, no Pará, nos anos 1980. Publicado pela Record, é uma obra que explora a realidade do maior garimpo a céu aberto do mundo.
O fogo como capaz de criar e destruir
Criação do Fogo, de Álvaro Taruma, é uma obra que retrata o fogo como capaz de criar e destruir – relacionado às guerras em curso no mundo, tanto em Cabo Delgado, Moçambique, quanto ‘as batalhas diárias que enfrentamos em busca de dignidade, segurança e justiça social’. Publicada pela Alcance Editores, é uma obra que desafia a poesia contemporânea.
Um livro que denuncia as dores da condição humana
Perder o Pio a Emendar a Morte, de José Luiz Tavares, é uma obra que traz poemas que denunciam as dores da condição humana, tematizando ‘a peste como metáfora de dores, injustiças, falência da humanidade’. Publicada pela The poets and dragons Society, é uma obra que explora a complexidade da vida humana.
Uma colheita de silêncios
Uma Colheita de Silêncios, de Nuno Júdice, é uma obra que retrata a vida de um homem que busca encontrar significado em um mundo sem significado. Publicada em vida do autor, é uma obra que desafia a narrativa e a poesia contemporâneas.
Fonte: @ Estadão
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