Escritor brasileiro eleito imortal da ABL por 28 votos contra 6; eleição aconteceu na tarde de quarta-feira, 11.
Em cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira, dia 11, o escritor Edgard Telles Ribeiro foi eleito novo imortal para a cadeira nº 27 da Academia Brasileira de Letras (ABL), colocação anteriormente ocupada por Antonio Cicero, falecido em 23 de outubro. O autor concorria com o jornalista Tom Farias.
A eleição realizada na tarde daquela quarta-feira contabilizou 34 votos válidos. Edgard Telles Ribeiro recebeu 28 votos ao todo, superando o seu concorrente, o jornalista Tom Farias, que obteve 6 votos. O escritor deixou satisfeito com o resultado da disputa e se tornou um elemento mais importante da Academia, juntando-se a outros renomados escritores que fazem parte da instituição.
Sede da Academia Brasileira de Letras
O processo de eleição da Academia Brasileira de Letras (ABL) foi marcado por uma nova escolha: Edgard Telles Ribeiro, um brasileiro imortal da instituição. A votação contou com a presença de dois imortais que votaram em branco e três que se abstiveram. ‘Eu represento um grupo de pessoas que são os contadores de histórias. Eu sou contador de histórias’, diz o novo imortal em referência à sua função na Academia, na qual ele representa um grupo de pessoas que se dedicam a contar histórias.
O imortal da ABL, Edgard Telles Ribeiro, é um escritor, embaixador aposentado, cineasta e professor. Ele nasceu no Chile e se mudou para o Rio de Janeiro. Sua carreira começou como crítico de cinema, escrevendo para suplementos literários. Entre 1978 e 1982, ele foi professor de cinema na Universidade de Brasília (UnB). Ribeiro é autor de 15 livros, entre romances e contos. Seu livro mais recente, ‘Jogo de Armar’, foi finalista do Prêmio Jabuti de 2024. Outras obras publicadas incluem ‘Olho de Rei’, ‘O Punho e a Renda’, ‘O Impostor’ e ‘A Mulher Transparente’.
O livro ‘Jogo de Armar’ é um dos trabalhos mais recentes de Edgard Telles Ribeiro, e ele foi indicado ao Prêmio Jabuti de 2024. Em uma declaração, o autor também destacou a esperança de que sua presença na ABL inspire outros escritores a continuar escrevendo apesar das dificuldades. ‘Se essa eleição puder inspirar novos escritores a continuar insistindo apesar das dificuldades, eu ficarei muito feliz’, disse, enquanto recebia cumprimentos por sua eleição.
Como diplomata, o imortal da ABL serviu em várias embaixadas, incluindo os Estados Unidos, Equador, Guatemala, Nova Zelândia, Malásia e Tailândia, onde ele foi embaixador nos três últimos países. No Brasil, ele trabalhou na área cultural do Ministério das Relações Exteriores, cujo departamento ele chefiou entre 2002 e 2005.
Fonte: @ Estadão
Comentários sobre este artigo