Mostra apresenta 134 obras de 74 artistas, conectando artes africanas, arte contemporânea, trabalho curatorial.
A cultura brasileira e a cultura americana são resultado da miscigenação de diferentes grupos étnicos, incluindo os povos africanos escravizados. A história do Brasil e os Estados Unidos está intrinsecamente ligada à diáspora africana, que teve um impacto profundo na formação de suas identidades culturais.
A cultura afro-brasileira é uma das mais ricas e diversas do mundo, com influências da cultura africana e da cultura negra presente em seus ritmos, danças, culinária e arte. A música, por exemplo, é um dos principais elementos que expressam a identidade cultural afro-brasileira, com gêneros como o samba, o funk e o axé refletindo a rica herança cultural dos povos africanos.
Cultura à Sua Mensagem
no entanto, a convergência cultural entre a cultura africana e a cultura negra ganhou uma nova dimensão, quando a exposição Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil foi inaugurada no Museu de Arte Brasileira da Faap, em São Paulo. O evento, que segue com visitação gratuita até 26 de janeiro de 2025, reúne 134 obras de 74 artistas afro-brasileiros e afro-americanos, incluindo nomes consagrados e jovens talentos da arte contemporânea.
A curadoria da exposição foi dividida entre a carioca Ana Beatriz Almeida e a norte-americana Lauren Haynes, que compartilham uma conexão profunda pela ancestralidade. Eles buscaram explorar o conceito de ‘corpo, espaço e sonho’ como uma forma de expressar a experiência afro-americana e afro-brasileira. A exposição apresenta obras que refletem a resistência e a deslocamento, bem como a importância do sonho e do transcendental.
Uma Cultura Unificada
A exposição é resultado de uma proposta feita pela embaixada norte-americana no Brasil para celebrar o bicentenário das relações diplomáticas entre os dois países, comemorado em 2024. A ideia é destacar a ‘irmandade’ que existe entre essas nações, e como as expressões negras são matriciais em ambas as culturas, criadas a partir de elementos em comum que viajaram através de diferentes línguas.
A curadora Ana Beatriz Almeida destaca que a exposição é uma forma de falar de uma identidade compartilhada, e que os artistas envolvidos são parte de uma mesma ‘rede ancestral’. A exposição apresenta uma conversa entre o texano Melvin Edwards e o baiano Jayme Cortez, que reflete sobre como o corpo reage a essa sociedade. A curadora Lauren Haynes destaca que a arte afro-americana e a arte afro-brasileira compartilham uma conexão profunda, e que a exposição é uma forma de explorar essa conexão.
Através da Cultura
A exposição reúne obras de artistas como Betye Saar, Abdias do Nascimento e Emanuel Araújo, além de jovens talentos da arte contemporânea, como Siwaju e Jordan Casteel. A curadoria foi dividida entre Ana Beatriz Almeida e Lauren Haynes, que compartilham uma conexão profunda pela ancestralidade. A exposição apresenta uma conversa entre o texano Melvin Edwards e o baiano Jayme Cortez, que reflete sobre como o corpo reage a essa sociedade.
A exposição é uma forma de celebrar a cultura afro-americana e a cultura afro-brasileira, e de destacar a importância da ancestralidade em nossa experiência de vida. A arte é uma forma de expressar a resistência e a deslocamento, bem como a importância do sonho e do transcendental. A exposição é um convite para explorar a cultura à sua mensagem, e para descobrir a conexão profunda que existe entre a cultura africana e a cultura negra.
Fonte: @ Estadão
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