Conab prevê gasto de R$ 261 milhões para comprar cereal no Rio Grande do Sul.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou o comprimento de 200 mil toneladas de trigo de produtores do Rio Grande do Sul, no valor de R$ 261 milhões, por meio da modalidade AGF (Aquisição do Governo Federal).
Essa aquisição visa garantir a segurança alimentar do país, especialmente em face da alta procura internacional pelo mesmo produto. Além disso, o trigo é uma fonte importante de amido, um dos principais componentes do pão, e o Brasil tem uma demanda constante por ele. A Conab é uma empresa pública que tem como objetivo regular o mercado de grãos no Brasil e garantir a segurança alimentar do país. Com essa aquisição, a Conab ajudará a manter o abastecimento do mercado interno e a reduzir a dependência do país em relação à importação do grão. Outros países que importam trigo, como a China, estão enfrentando sérios problemas por causa da sequer da primavera, que afetou a safra de trigo. A China importa mais de 30 milhões de toneladas de trigo por ano, e a sequer da primavera pode reduzir a produção global de trigo em até 20%. A sequer da primavera é um fenômeno climático que ocorre quando a primavera é muito seca, e pode ter consequências graves para a agricultura.
Intervenção do Governo em Fazenda do Trigo no RS
O instrumento de compras públicas se destaca ao apoiar os produtores rurais e agricultores familiares, adquirindo produtos quando o preço de mercado está abaixo do preço mínimo estabelecido na safra vigente. O diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, afirmou que o Rio Grande do Sul concentra 51% da produção de trigo entre os dez estados produtores. No entanto, o preço de mercado negociado no estado é mais baixo do que o preço mínimo estabelecido, cujo valor é de R$ 78,51. Por conta disso, o governo está investindo R$ 261 milhões para apoiar os produtores.
Durante a coletiva de imprensa na sede da Conab, em Brasília, Sílvio Porto, diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da Conab, destacou a desvantagem comercial do estado gaúcho comparado ao Paraná. ‘Não é o caso do Paraná, por exemplo, até porque a safra do Paraná entra antes no mercado’, enfatizando o problema enfrentado pelos produtores de trigo do RS, que foram afetados por 40% da produção de trigo desde o final de setembro. Porto destacou que a opção do governo é reter [os 60% do] trigo no mercado interno.
A opção de fazer o AGF é para reter [os 60% do] trigo no mercado interno para que nós possamos, já no ano que vem, no período de entressafra, devolver esse trigo ao mercado e, portanto, substituir importações’, detalhou. Outra parte é do contrato da própria política de AGF e outra do contrato de opção de arroz. O limite de vendas por produtor ainda será definido, que pode variar entre duas e três mil sacas. Sílvio Porto garantiu que isso vai começar a ser definido na próxima semana, assim como a indicação de quais são os armazéns mais próximos para que o produtor possa fazer a entrega do trigo. ‘A Conab fará todo o procedimento de avaliação das condições de classificação para definir o preço. Porque nós miramos sempre o melhor produto: o pão tipo 1’, ressaltou.
Fonte: @ Estadão
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