Produtor rural reclama que bancos não têm recursos anunciados pelo governo para bombear, com taxa de juros e prazo para pagamento, do Fundo Social para agricultores.
No sul do Rio Grande do Sul, as lavouras que deveriam estar prontas para o cultivo de soja e arroz continuam alagadas desde as enchentes do final de abril. O agricultor Juliano Rocha, de Arroio Grande, é um dos afetados, com metade dos 160 hectares de sua propriedade submersa e a outra metade com solo molhado ou coberto de barro.
A situação é desafiadora para os produtores rurais da região, que dependem do cultivo de soja e arroz para sua subsistência. O agricultor Juliano Rocha está preocupado com as perdas financeiras e a possibilidade de não conseguir plantar em tempo hábil. A perda de tempo é um grande obstáculo para os fazendeiros e lavradores que precisam lidar com as consequências das enchentes. Além disso, a preocupação com a segurança alimentar é um tema constante entre os agricultores, que buscam soluções para minimizar os danos e garantir a produção de alimentos para a população.
Desafios dos Agricultores
A situação dos agricultores no Rio Grande do Sul é cada vez mais crítica. Com as enchentes que atingiram a região, os produtores rurais estão enfrentando dificuldades para preparar o solo para o próximo cultivo. Rocha, um agricultor, conta que a máquina não consegue entrar no solo devido à umidade e que precisa de recursos para bombear a água da lavoura. Ele tentou pegar financiamento bancário, mas a taxa de juros de 12% é considerada muito alta e o prazo para pagamento é muito curto.
Os fazendeiros estão pedindo apoio para repactuar e prolongar o prazo de pagamento, pois a produtividade da próxima safra já está comprometida. O clima nem sempre favorece, e os agricultores precisam de condições mais favoráveis para produzir. Em vídeo, Rocha mostra a situação da área alagada e desabafa sobre as medidas de ajuda adotadas pelo governo federal, que não estão sendo acessíveis.
Medidas Ineficazes
O governo federal autorizou os bancos a prorrogar o vencimento das parcelas vencidas ou vincendas entre 1º de maio e 14 de outubro, mas os produtores rurais afirmam que isso não resolve o problema. Graziele Camargo, coordenadora do Movimento SOS Agro RS, comenta que os bancos não têm dinheiro e que os produtores estão negativados e não conseguem pegar o dinheiro para pagar.
O movimento critica as medidas anunciadas e diz que nem os bancos estão sabendo o que fazer quando são procurados. Existem dez legislações diferentes, e os produtores não entendem por que estão fazendo uma lei vinculada a outras que não funcionam. Além disso, o Fundo Social, a linha que os produtores poderiam acessar com as regras previstas na Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), não tem dinheiro.
Falta de Recursos
O economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Antonio da Luz, explica que o aporte de recursos ao Fundo Social depende da aprovação do Projeto de Lei 3117, que já passou pelo Senado e agora está na Câmara dos Deputados. Ele trata, entre outros temas, de medidas extraordinárias para casos de calamidade, incluindo a destinação de dinheiro para o Fundo Social.
Os lavradores precisam de apoio para superar essa crise, e o governo precisa tomar medidas mais eficazes para ajudá-los. A situação é crítica, e os produtores rurais precisam de soluções concretas para continuar produzindo e garantir a segurança alimentar do país.
Fonte: @ Estadão
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